NIRTE
MARIA SILVA
ENSAIO
DE ARTIGO CIENTÍFICO
TEMA:
TEATRO DO OPRIMIDO NAS ESCOLAS
PARANATINGA
– MT
2012
INTRODUÇÃO
Os professores de uma forma geral,
mas sobretudo os arte educadores, são agentes diretos responsáveis, pela
promoção e produção da cultura. A sociedade toda encara isso como o ofício que
mais contribui para a formação do ser humano transpondo tempo e todo tipo de
sistema político e organização religiosa.
“E
esta percepção de que somos sujeitos, produtos e produtores de culturas,
sociedades, tempos, espaços geográficos, religiões, economias, sistemas
políticos, não pode mais estar separada de nossa atuação docente.”
(HARTMANN,2009:8,9)
O teatro
do oprimido é um exercício onde o ator se eximi de suas características
pessoais, a fim de inovar e estabelecer diferentes comunicações. Ao aplicarmos
os jogos teatrais para os alunos, eles recebem uma oportunidade de se
expressarem, de mostrarem seus medos, angustias, aflições, desejos, se revelam
em sua personalidade e transformam o seu presente, levando-os a novas
perspectivas não só artística, mas de futuro.
Em sua entrevista, Boal deixa claro
que em se tratando de teatro, o que realmente faz diferença não é o fim – neste
caso, a encenação de uma peça – e sim, a valorização dos jogos dramáticos. São
eles que com seus objetivos específicos vão envolver o aluno num processo de
construção pessoal, emocional e social singulares.
"Teatro
ou teatralidade é aquela capacidade ou propriedade humana que permite que
o sujeito se observe a si mesmo, em ação, em atividade. O
auto-conhecimento assim adquirido permite-lhe ser sujeito (aquele que
observa) de um outro sujeito (aquele que age); permite-lhe imaginar variantes
ao seu agir, O ser humano pode ver-se no ato de ver, de agir, de sentir, de
pensar. Ele pode se sentir sentindo, e se pensar pensando.” (BOAL,1996, p27)
No teatro de Augusto Boal somos
dotados de liberdade. Liberdade esta que nos faz agentes construtores da história.
Essa característica dota o espectador do poder de intervir, de fazer parte do
jogo teatral – teatro do oprimido.
Por fim, pretendo desenvolver uma
conclusão afirmando que os jogos dramáticos para Boal era sua alma. Algo em que
ele realmente acreditava e pelo qual lutou baseado na crença de que ao
proporcionar meios para a criança alcançar a iluminação mental e desprendimento
do imaginário, as atividades teatrais estariam sendo indivíduos críticos e
pensadores de uma sociedade que cada vez mais necessita de pessoas dotadas
dessa qualidade.
Bibliografia
BOAL,
Augusto. A Estética do Oprimido.
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