sexta-feira, 2 de novembro de 2012

TEATRO DO OPRIMIDO NAS ESCOLAS



NIRTE MARIA SILVA

ENSAIO DE ARTIGO CIENTÍFICO
TEMA: TEATRO DO OPRIMIDO NAS ESCOLAS

PARANATINGA – MT
2012
INTRODUÇÃO


            Os professores de uma forma geral, mas sobretudo os arte educadores, são agentes diretos responsáveis, pela promoção e produção da cultura. A sociedade toda encara isso como o ofício que mais contribui para a formação do ser humano transpondo tempo e todo tipo de sistema político e organização religiosa.
            “E esta percepção de que somos sujeitos, produtos e produtores de culturas, sociedades, tempos, espaços geográficos, religiões, economias, sistemas políticos, não pode mais estar separada de nossa atuação docente.” (HARTMANN,2009:8,9)
            O teatro do oprimido é um exercício onde o ator se eximi de suas características pessoais, a fim de inovar e estabelecer diferentes comunicações. Ao aplicarmos os jogos teatrais para os alunos, eles recebem uma oportunidade de se expressarem, de mostrarem seus medos, angustias, aflições, desejos, se revelam em sua personalidade e transformam o seu presente, levando-os a novas perspectivas não só artística, mas de futuro.
            Em sua entrevista, Boal deixa claro que em se tratando de teatro, o que realmente faz diferença não é o fim – neste caso, a encenação de uma peça – e sim, a valorização dos jogos dramáticos. São eles que com seus objetivos específicos vão envolver o aluno num processo de construção pessoal, emocional e social singulares.
           "Teatro ou teatralidade é aquela capacidade ou propriedade humana que permite que o sujeito se observe a si mesmo, em ação, em atividade. O auto-conhecimento assim adquirido permite-lhe ser sujeito (aquele que observa) de um outro sujeito (aquele que age); permite-lhe imaginar variantes ao seu agir, O ser humano pode ver-se no ato de ver, de agir, de sentir, de pensar. Ele pode se sentir sentindo, e se pensar pensando.” (BOAL,1996, p27)
           
            No teatro de Augusto Boal somos dotados de liberdade. Liberdade esta que nos faz agentes construtores da história. Essa característica dota o espectador do poder de intervir, de fazer parte do jogo teatral – teatro do oprimido.
            Por fim, pretendo desenvolver uma conclusão afirmando que os jogos dramáticos para Boal era sua alma. Algo em que ele realmente acreditava e pelo qual lutou baseado na crença de que ao proporcionar meios para a criança alcançar a iluminação mental e desprendimento do imaginário, as atividades teatrais estariam sendo indivíduos críticos e pensadores de uma sociedade que cada vez mais necessita de pessoas dotadas dessa qualidade.

Bibliografia
BOAL, Augusto. A Estética do Oprimido. 

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