segunda-feira, 29 de outubro de 2012

UAB. Universidade Aberta do Brasil. Polo: Primavera do Leste Disciplina: Suporte Cênico Aluna: Nirte Maria Silva Tarefa: Sobre as várias formas de máscaras COMMÉDIA DELL”ARTTE SIGNIFICA LITERALMENTE COMEDIA DA LIBERDADE, apresentada em palcos tinerantes e grotescos. A comédia era distribuída em família os papeis, as quatro maiores mascaras são do Arlequim, Pantaleão, Brighelha, Doutor. A maioria das mascaras remete ao mundo animal, são zoomórficas aludem particularmente os animais de quintal domestico ou domesticados. Na comédia os nobres os cavalheiros e as damas nunca usavam mascaras. A máscara do Pantaleão e baseada no galo galinha, peru. Também existe uma mascara balinesa a de pantaleão de Bizoni, a imitação de um velho. Assim Zanni parente do Boccaccione personagem provocador e falastrão cantando lorotas e fazendo gracejos. Portanto a mascara é um suporte cênico para atores, pois ela ajuda na imitação e trás uma sensação para ator de liberdade diante do público. “A máscara teatral é um corpo imerso numa dinâmica, que vive o seu objetivo com plenitude tornando tudo visível, crível, onde até o pensamento é ação e reação. Quando a máscara está viva em cena ela deixa de ser um objeto para se tornar um individuo, que representa uma natureza além do convencional, catalisando a atenção do espectador na área teatral para atores surdos.” “A Máscara Teatral é um instrumento pedagógico e artístico de grande importância na formação do ator. Através do jogo com a máscara ele experimenta os fundamentos que regem sua arte. E, como a máscara não utiliza a fala como suporte primeiro, mas toda uma construção corporal na veiculação das artes cênicas, ela se torna, por natureza, um recurso fundamental para se construir uma codificação metodológica importante para a formação do ator Surdo.” http://www.grupomoitara.com.br/ Máscaras Larvárias. Segundo o Grupo Moitará são comparadas ao inseto que sofre a metamorfose em seu casulo. São máscaras disformes, porém inteiras que exigem do ator mais flexibilidade e ações em seus movimentos a fim de passar a mensagem isento da voz. Máscaras Expressivas: O espectador capta a mensagem através das suas expressões marcantes e pelas coreografias que condiz com o estado de ânimo do personagem. A Máscara Neutra È a base que dá origem a todas as outras máscaras que se relacionam com os personagens. Ela é o momento de introspecção e reflexão do ator, em tudo que o rodeia, não é uma representação, não é um personagem. Meias Máscaras: O ator se sente mais livre tendo a máscara encobrindo somente a parte superior do rosto fazendo uso da voz, procurando sempre adequá-la ao corpo do personagem deixando fluir a imaginação além do cotidiano. Máscara Abstrata: São de formas geométricas e cobre todo o rosto do ator, arremessando-o a criar movimentos aleatórios e dando vasão a sua criatividade com os movimentos acrobáticos deixando-o livre para explorar através do seu corpo o tempo e o espaço promovendo a geometria em passar suas emoções. Máscaras Tipos Populares- São mascaras que retratam a semelhança com populares em seus contextos sociais promovendo o seu jeito físico e trejeitos juntamente com o vocalismo enfatizando mais o lado comédia brasileira.

sábado, 20 de outubro de 2012

Cometa cenas

Teatro do Oprimido


UAB - Universidade Aberta do Brasil
Polo de Primavera do Leste MT
Disciplina: História da Arte Educação 2
Aluno: Nirte Maria Silva

Tema: Teatro do Oprimido
Problema: Conhecimento como forma de nos potencializar a analisar, reivindicar, questionar, questionar, propor, etc.

            Os professores de uma forma geral, mas sobretudo os arte educadores, são agentes diretos responsáveis, pela promoção e produção da cultura. A sociedade toda encara isso como o ofício que mais contribui para a formação do ser humano transpondo tempo e todo tipo de sistema político e organização religiosa.
            “E esta percepção de que somos sujeitos, produtos e produtores de culturas, sociedades, tempos, espaços geográficos, religiões, economias, sistemas políticos, não pode mais estar separada de nossa atuação docente.” (HARTMANN,2009:8,9)
            O teatro do oprimido é um exercício onde o ator se eximi de suas características pessoais, a fim de inovar e estabelecer diferentes comunicações. Ao aplicarmos os jogos teatrais para os alunos, eles recebem uma oportunidade de se expressarem, de mostrarem seus medos, angustias, aflições, desejos, se revelam em sua personalidade e transformam o seu presente, levando-os a novas perspectivas não só artística, mas de futuro.
            Em sua entrevista, Boal deixa claro que em se tratando de teatro, o que realmente faz diferença não é o fim – neste caso, a encenação de uma peça – e sim, a valorização dos jogos dramáticos. São eles que com seus objetivos específicos vão envolver o aluno num processo de construção pessoal, emocional e social singulares.
           "Teatro ou teatralidade é aquela capacidade ou propriedade humana que permite que o sujeito se observe a si mesmo, em ação, em atividade. O auto-conhecimento assim adquirido permite-lhe ser sujeito (aquele que observa) de um outro sujeito (aquele que age); permite-lhe imaginar variantes ao seu agir, O ser humano pode ver-se no ato de ver, de agir, de sentir, de pensar. Ele pode se sentir sentindo, e se pensar pensando.” (BOAL,1996, p27)
           
            No teatro de Augusto Boal somos dotados de liberdade. Liberdade esta que nos faz agentes construtores da história. Essa característica dota o espectador do poder de intervir, de fazer parte do jogo teatral – teatro do oprimido.
            Por fim, pretendo desenvolver uma conclusão afirmando que os jogos dramáticos para Boal era sua alma. Algo em que ele realmente acreditava e pelo qual lutou baseado na crença de que ao proporcionar meios para a criança alcançar a iluminação mental e desprendimento do imaginário, as atividades teatrais estariam sendo indivíduos críticos e pensadores de uma sociedade que cada vez mais necessita de pessoas dotadas dessa qualidade.

Bibliografia
BOAL, Augusto. A Estética do Oprimido.